Em 1963, há 50 anos, eu trabalhava embarcado num
navio de vela, justamente o maior navio de vela do mundo na sua classe – ketch.
O Atlantis, seu nome, pertencia ao Instituto Oceanográfico de Woodshole. Queria
muito seguir os passos do meu “Uncle Graham”, irmão do meu pai e uma grande
influência na minha vida. Ele era fotografo profissional especializado em fotografias
em grandes profundidades.
Ele tentou conseguir uma bolsa de estudos em Woods
Hole - em vão. Depois, tentou uma colocação numa das equipes de pesquisa - em
vão. Por fim, conseguiu que eu fosse aceito como membro da tripulação. Vitória!
Mas, como eu não tinha experiência de marinheiro foi contratado para o único
lugar que não manda em ninguém – faxineiro, garçom, lavador de louça e
camareiro. Todas as tarefas mais nojentas do navio eram minhas. Em fim, estes
serão objeto de futuras historias.
A pesar do trabalho sujo, havia compensações e eram
muitas. São as memórias mais fantásticas que tenho. Mas, como tudo isso foi há
50 anos não tenho fotografias para mostrar uma das cenas mais bonitas que já vi,
uma cena que certamente não se repetirá nunca, nunca mais. Nunca! Só tenho
palavras para me ajudar e uma imagem que cacei na internet.
Um dia, acordei bem cedo, antes do início do meu
turno, subi ao convés e vi mar e céu fundidos. Tudo era cinza e não havia horizonte.
Temos a obrigação e o direito de salvar as "baleias" desse Mundo que herdamos e vamos deixar aos que nos seguirem!
ResponderExcluirO interior é tudo! O resto é apenas o brilho fingido aparência.
ResponderExcluirBeijinhos e abraços nossos.